LIMITES À PARTICIPAÇÃO: UMA CRÍTICA À (DES)CONSTRUÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO SUPERIOR

Eglalciane Lyrio Tongo, Ricardo Roberto Behr

Resumo


O estudo tem como objetivo compreender, de forma crítica, como se caracteriza a construção do planejamento estratégico no âmbito de um Campus do Instituto Federal de Educação do Espírito Santo. Para tanto, a Teoria da Ação Comunicativa - TAC de Jürgen Habermas, bem como sua proposta de democracia deliberativa foram empreendidas como marco teórico para compreensão desse processo. Esse trabalho caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa e possui um enfoque crítico com visão dialética da realidade social. Os dados empíricos foram produzidos por meio de pesquisa documental e entrevistas semiestruturadas. Utilizou-se a análise de conteúdo para o tratamento das informações obtidas nas entrevistas. Os resultados indicam que na instituição estudada a construção do planejamento estratégico caracteriza-se como um espaço estratégico para alcance do êxito e não do entendimento, onde a atenção aos interesses coletivos é subordinada à busca pelo cumprimento da legislação e pelo alcance dos resultados.

DOI: 10.21714/2178-8030gep.v.21.4256


Palavras-chave


Administração Pública; Participação; Planejamento Estratégico; Teoria da Ação Comunicativa

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