PODEM AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA CONSUMIR? A REPRESENTAÇÃO INCIDENTAL NA PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Lucas Silva Barreto, Cíntia Rodrigues de Oliveira Medeiros, Verônica Angélica Freitas de Paula

Resumo


Um campo emergente de pesquisa denominado Disability Studies analisa a deficiência como um construto cultural, contrariando suposições problemáticas e incluindo a análise de narrativas sobre o tema na mídia. Baseando-se nesse campo de pesquisa e considerando que a publicidade e a propaganda são mecanismos que reforçam representações sociais e impactam no conhecimento sobre o outro na sociedade do consumo, este artigo tem como objetivo analisar como as pessoas com deficiência (PcDs) são representadas, considerando o contexto de consumidores,  na publicidade e propaganda no Brasil. Foram identificadas duas categorias temáticas, aqui denominadas de “recursos emocionais” e “recursos racionais”. A maioria das peças publicitárias demonstrou uma representação incidental das PcDs para motivar atitudes socialmente desejadas e melhorar a imagem institucional a partir de apelo emocional, desconsiderando as PcDs enquanto consumidoras. Esta pesquisa tem sua relevância em termos de apontar o tratamento dispensado na publicidade às pessoas com deficiência, que reforça estereótipos que lhes foram atribuídos, pois é reconhecido que textos culturais, como os anúncios na mídia, refletem ideologias de contextos socioculturais nos quais são produzidos.

DOI: 10.21714/2178-8030gep.v.21.6573


Palavras-chave


Pessoas com deficiência; Publicidade e Propaganda; Publicidade inclusiva; Produção da Emoção; Produção do Consumo

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