DISCURSO GERENCIALISTA NAS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS (ONGS) E IDEÁRIO NEOLIBERAL PÓS 1990: ANÁLISE A PARTIR DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL NÃO GOVERNAMENTAL PARA O DESENVOLVIMENTO

Maria Elisa Huber Pessina, Paulo Éverton Mota Simões, Elsa Sousa Kraychete, Sóstenes Ericson Vicente da Silva

Resumo


O gerencialismo se difundiu, na década de 1990, como modelo de reestruturação das organizações de interesse público estatais e não estatais. As ONGs, compreendidas como agentes privados com fins públicos, surgidas, originalmente, sob os princípios de solidariedade e de justiça social, passaram, durante este período, por profundas mudanças de objetivos e práticas, voltadas para adequá-las à função de prestadoras de serviços públicos no contexto neoliberal. O presente artigo analisou os efeitos de sentido produzidos na ocorrência do mesmo fenômeno, naquele período, no âmbito das ONGs que participavam da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (ONGD). O artigo observou que as mudanças provocadas pelo gerencialismo nestas organizações advieram da legitimação das ONGD como atores do modelo de desenvolvimento focado no combate à pobreza na década de 1990 e, na primeira década dos anos 2000, da adesão aos princípios de eficácia da Ajuda Internacional, acordados pelos países doadores e organizações multilaterais, repassados para as ONGD, que por sua vez, reverberaram no modus operandi das parceiras dos países em desenvolvimento.

DOI: 10.21714/2178-8030gep.v.21.6602


Palavras-chave


Gerencialismo; Neoliberalismo; Organizações não Governamentais de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (ONGD)

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