PROPOSIÇÃO DE UMA AGENDA DE PESQUISA SOBRE UBERIZAÇÃO DO TRABALHO E ECONOMIA GIG

Aline Ortiz Rauber, Renan Godinho Bitencourt, Shalimar Gallon, Jandir Pauli

Resumo


A economia GIG e a uberização do trabalho surgiram como novos paradigmas de organização do trabalho sendo modelos que intensificam o uso de tecnologias e são mediados por plataformas digitais. Ambos os modelos estimulam o trabalho autônomo (crowdwork) ou por demanda (on demand). A presença da uberização do trabalho e da economia GIG promove a precarização do trabalho e ausência de amparo ao trabalhador ao mesmo tempo que ‘romantiza’ o discurso do trabalho autônomo e flexível. Para compreender as consequências da uberização do trabalho e da economia GIG, o objetivo do presente artigo é propor uma agenda de pesquisa para analisar as consequências desses modelos sobre os trabalhadores submetidos a essas relações de trabalho. Considerando a literatura sobre o assunto, o artigo apresenta uma agenda a partir de temas como: sentido do trabalho, legislação e representação sindical, psicodinâmica do trabalho, precarização do trabalho, impactos econômicos, políticas de diversidade e políticas de gestão de pessoas. Para concluir, a uberização do trabalho e a economia GIG se apresentam como uma nova denominação a uma forma de trabalho que já existia, de informalidade, porém ganhou visibilidade com a internet e ferramentas digitais.

DOI: 10.53706/gep.v.23.6667


Palavras-chave


Economia GIG; Relações de trabalho; Uberização do Trabalho; Agenda de pesquisa

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