COVID-19, REDES SOCIAIS E CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA

Fernando Ressetti Pinheiro Marques Vianna, Francis Kanashiro Meneghetti, Juliana da Rosa Maia Ressetti Vianna

Resumo


O objetivo do presente artigo foi analisar o consumo de redes sociais por indivíduos brasileiros após o início da pandemia, assim como sua percepção sobre o uso de seus dados e atitude em relação aos termos de consentimento. Tais termos delineiam a relação entre os usuários e as redes sociais. Uma survey foi desenvolvida após o início da pandemia, com a participação de 516 respondentes. Com base nas respostas, verificou-se que o uso de redes sociais aumentou após o início da pandemia. Além disso, quase 40% dos respondentes acreditam que a utilização de seus dados fere sua privacidade e/ou tais dados não são utilizados de acordo com a legislação vigente. Mesmo assim, dentre esses 40% de respondentes, quase 75% nunca, ou quase nunca, leem os termos de consentimento. Além disso, a pesquisa mostra que entre os respondentes com maior grau de escolaridade, encontram-se aqueles indivíduos que menos leem tais termos.

DOI: 10.53706/gep.v.22.6858


Palavras-chave


Covid-19; Redes sociais; Capitalismo de vigilância; Survey

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