PANDEMIA DA COVID-19 E O RISCO DE ADOECIMENTO MENTAL DE MÉDICOS

Luciano Pereira Zille, Jaqueline dos Santos Teles

Resumo


Este estudo objetivou descrever a percepção do risco de adoecimento mental de médicos que atuam em serviços de saúde, inclusive considerando a COVID-19, no estado de Minas Gerais, tendo como referência a psicodinâmica do trabalho. Em termos metodológicos, o estudo classificou-se como descritivo, com abordagem quantitativa, realizado por meio de um survey, com amostra calculada de 401 sujeitos. Os dados foram coletados a partir do Inventário sobre Trabalho e Riscos de Adoecimento (ITRA) e da Escala de Atuação das Estratégias de Defesa (EAED). A análise dos dados se deu por meio da estatística descritiva. Em relação aos construtos, os pesquisados classificaram, em média, nas seguintes categorias: (1) crítica: construtos ‘organização do trabalho’, ‘condições de trabalho’, ‘relações socioprofissionais’, ‘custo físico’, ‘custo afetivo’, ‘esgotamento profissional’ e ‘dano físico’; (2) grave: construto ‘custo cognitivo’; (3) satisfatória, suportável e positiva: construtos ‘realização profissional’, ‘liberdade de expressão’, ‘reconhecimento pelo trabalho’, ‘dano psicológico’, ‘dano social’ e ‘estratégias de defesa’.

DOI: 10.53706/gep.v.23.7123


Palavras-chave


Psicodinâmica do trabalho; Médicos; Riscos de adoecimento mental no trabalho; COVID-19

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