ÉTICA COMO COMPETÊNCIA: INTERSEÇÕES ENTRE A ADMINISTRAÇÃO E A FILOSOFIA

Sandro Trescastro Bergue

Resumo


Este ensaio aborda o conceito de ética tomado como competência. Destaca a presença essencial da filosofia nas dimensões epistemológica e metodológica das ciências sociais, entre as quais as conformadoras do campo da administração pública e da gestão de pessoas em particular. A filosofia é apresentada como fazer filosófico e tem destacada a sua função essencial de produção de conceitos, deslocando a ênfase de sua dimensão histórica. São explorados os conceitos de moral e de ética e suas vertentes – a aristotélica, a utilitarista e a deontológica – evidenciando-se o predomínio da primeira corrente na compreensão essencial que se extrai das competências examinadas. As reflexões sinalizam a necessidade de maior aprofundamento conceitual a fim de esclarecer a distinção entre conduta moral e juízo ético, tanto quanto avançar na proposição de metodologias que permitam ampliar a presença também das contribuições advindas das vertentes utilitarista e deontológica, e a valorização das comissões de ética como instâncias deliberativa, formuladora e formadora.

DOI: 10.53706/gep.v.23.7297


Palavras-chave


Administração pública; Filosofia; Gestão de pessoas no setor público; Ética; Competências

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