HIPERCONEXÃO LABORAL E BURNOUT DIGITAL
Resumo
A hiperconexão laboral consolidou-se como uma das principais características do mundo do trabalho contemporâneo, especialmente no cenário pós-pandêmico. A exigência de disponibilidade constante, associada à dissolução das fronteiras entre tempo de trabalho e tempo pessoal, tem potencializado a sobrecarga mental dos trabalhadores e elevado os índices de Burnout Digital, fenômeno associado ao esgotamento físico, emocional e cognitivo. Este artigo propõe uma análise crítica sobre os impactos da hiperconexão laboral e da cultura da performance sobre a saúde digital dos trabalhadores, examinando como a virtualização do trabalho intensificou riscos psicossociais historicamente conhecidos. Adota-se abordagem qualitativa e pesquisa bibliográfica, com fundamento no conceito de sociedade do desempenho de Byung-Chul Han e em dados recentes que indicam aumento alarmante dos casos de burnout pelo uso excessivo das telas. O estudo defende o direito à saúde digital e o direito à desconexão como instrumentos fundamentais de proteção do trabalhador hiperconectado, devendo ser compreendidos como desdobramentos dos direitos constitucionais à saúde, ao descanso e ao lazer. O artigo aponta que a desconexão possível, entendida como marco civilizatório, é condição indispensável para conter o avanço do burnout digital e garantir um meio ambiente do trabalho saudável e equilibrado.
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ISSN 1808-4435