DEMOCRACIA LIBERAL BRASILEIRA E OS MODELOS DE ESTADO EM THOMAS VESTING: CONSENSO, DISSENSO E RUPTURA
Resumo
O presente artigo propõe examinar as transformações comunicacionais e tecnológicas que impactam diretamente a legitimidade e a estabilidade das democracias liberais, com foco no cenário político-institucional brasileiro. A partir de uma leitura interdisciplinar ancorada nas teorias de Thomas Vesting e Manuel Castells, analisa-se como os fluxos digitais de informação, a fragmentação do espaço público e a crise de representação contribuem para o enfraquecimento institucional do Estado constitucional. O estudo estrutura-se em três eixos interdependentes – dissenso, consenso e ruptura –, que permitem compreender a tensão constitutiva do regime democrático e os limites da normatividade jurídica diante das novas formas de mediação simbólica. No primeiro eixo, o dissenso é tratado como fundamento vital da democracia, a partir da tradição clássica e do modelo normativo em camadas descrito por Vesting. Em seguida, o consenso é abordado como um elemento de estabilidade que, ao ser comprometido pelas dinâmicas algorítmicas da informação, revela os limites do Estado de Bem-Estar Social. Por fim, discute-se a ruptura institucional como estágio crítico em que as bases simbólicas do Estado são corroídas, à luz da teoria do Estado em rede e da crise de representação descrita por Vesting e Castells. Assim, o artigo busca contribuir para a reflexão sobre até que ponto a democracia brasileira está preparada para enfrentar a lógica fragmentária da cultura das redes.
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ISSN 1808-4435