DIA DOS NAMORADOS. E DAÍ?

Rafael de Santi Zago

Resumo


O texto reflete sobre o contraste entre a importância subjetiva do Dia dos
Namorados e a aparente normalidade do cotidiano. Embora a data seja significativa
para muitos, o mundo segue seu curso habitual, revelando como os sentimentos
permanecem, em grande parte, confinados à esfera privada. O autor critica uma
sociedade que associa sensibilidade à fragilidade e desencoraja manifestações
públicas de afeto, promovendo uma neutralidade emocional disfarçada de maturidade.
Nesse contexto, amor e arte surgem como formas autênticas de expressão
frequentemente limitadas por convenções sociais. O amor é apresentado não como
euforia constante, mas como uma escolha diária de acolhimento, companheirismo e
resistência diante das dificuldades da vida. Defende-se, assim, a valorização da
demonstração sincera dos sentimentos e a superação dos padrões que reprimem a
sensibilidade humana. A reflexão culmina em uma homenagem pessoal à
companheira do autor, exaltando o amor vivido como sua principal escolha de vida.

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ISSN 1808-4435