EVOLUÇÃO RECENTE E LIMITES DA ESTRUTURA PRODUTIVA DA REGIÃO NORDESTE: UMA ANÁLISE A PARTIR DA ABORDAGEM DA COMPLEXIDADE ECONÔMICA

Antônio Paulo da Silva Mesquita Junior

Resumo


Na última década, a Teoria da Complexidade Econômica emergiu trazendo uma nova abordagem que permite examinar as estruturas produtivas através da mensuração das capacidades (tangíveis e intangíveis) das economias. Com efeito, frente aos recorrentes debates em torno da ocorrência inflexões nas estruturas produtivas nacional e subnacionais, este trabalho analisou a evolução recente (2002-2015) da estrutura produtiva da região Nordeste brasileira a partir da abordagem da complexidade econômica. Os resultados preconizaram uma queda na sofisticação produtiva fortemente associada a expansão de produtos de baixa complexidade na cesta de bens com VCR. O product space evidenciou, simultaneamente, dificuldades nos processos de diversificação e de sofisticação produtiva, em função da “armadilha da aquiescência”, que reduz a probabilidade de capacidades adicionais se conectarem as capacidades preexistentes. A perda na participação de setores mais enriquecidos em termos de capacidades foi confirmada pelas mudanças na participação do valor adicionado dos grandes setores no produto e pela composição da pauta de exportações, que junto ao ECI trouxeram evidências que tornaram lúcidas as afirmações sobre a ocorrência de um duplo processo na região: reprimarização e desindustrialização.


Palavras-chave


Complexidade Econômica; Estrutura Produtiva; Região Nordeste

Texto completo: PDF

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .

INDEXAÇÃ0:

DOAJ

Associada

Todo conteúdo da revista está sob a licença 
RDE – Revista de Desenvolvimento Econômico. ISSN eletrônico 2178-8022 (números publicados a partir de 2010)
ISSN impresso 1516-1684