DESEMPREGO E HIATO SALARIAL DE GÊNERO NA REINSERÇÃO NA OCUPAÇÃO: UMA ANÁLISE PARA O BRASIL NO CONTEXTO DA CRISE ECONÔMICA DE 2014

Bruno Wroblevski, Miriã de Sousa Lucas

Resumo


Este artigo avaliou os efeitos da crise econômica de 2014 nas diferenças gênero acerca da duração no desemprego tanto no que diz respeito às chances de saída desta condição quanto nos rendimentos auferidos no momento de reinserção na ocupação. Para tanto, utilizou-se o método de análise de sobrevivência e decomposição salarial quantílica a partir dos microdados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Contínua (PNADC) no período de 2012 a 2019. De maneira geral, observou-se que a permanência no desemprego das mulheres é superior à dos homens e as evidências encontradas sugerem a relevância das variáveis relacionadas ao capital humano tanto sobre as chances de ocupação e tempo de desemprego quanto para a determinação dos salários, em uma situação sempre mais desfavorável para o sexo feminino. Além disso, há um diferencial salarial em favor dos trabalhadores homens ao longo de todo o período. Contudo, durante o período 2015-2019, houve uma redução do hiato de rendimentos sugerindo uma penalidade no rendimento masculino durante o período recessivo. Essa redução ocorre principalmente nos quantis superiores da distribuição de rendimentos. Cabe ressaltar que em todos quantis da distribuição de salários, a diferença salarial entre gêneros não pôde ser explicada pelas variáveis observáveis, pode ser atribuída majoritariamente pelo efeito discriminação desfavorável às mulheres.


Palavras-chave


Desemprego; Duração do desemprego; Mercado de trabalho; Desigualdade salarial; Crise econômica

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