ENTRE OS HOLOFOTES E O SUBSOLO: LIMELIGHT, DO RUSH, E O OLHAR DO OUTRO – DE NEIL PEART A NELSON CERQUEIRA
Resumo
O presente ensaio propõe uma análise interdisciplinar da canção Limelight, da banda Rush,
como metáfora da condição humana contemporânea marcada pela exposição permanente,
pela vigilância e pela performatividade social. Em diálogo com contribuições da literatura, da
filosofia e da sociologia – especialmente Shakespeare, Dostoiévski, Sartre, Foucault, ByungChul Han e Erving Goffman –, investiga-se a tensão entre o desejo de visibilidade e o
desconforto provocado pelo olhar do outro, bem como os dispositivos de poder que moldam
a subjetividade na sociedade do espetáculo e das redes digitais. O estudo examina, ainda, a
resposta do ordenamento jurídico brasileiro a essas tensões, com ênfase na proteção dos
direitos da personalidade, nos debates sobre o direito ao esquecimento e no regime de
proteção de dados pessoais. Evidencia-se a ambivalência da exposição contemporânea –
simultaneamente sedutora e aprisionadora – e apontam-se possibilidades de resistência à
captura da identidade pela lógica normativa da visibilidade. O texto é elaborado em
homenagem a Nelson Cerqueira, cuja trajetória intelectual demonstra a fecundidade do
diálogo entre Direito, Literatura e Filosofia.
como metáfora da condição humana contemporânea marcada pela exposição permanente,
pela vigilância e pela performatividade social. Em diálogo com contribuições da literatura, da
filosofia e da sociologia – especialmente Shakespeare, Dostoiévski, Sartre, Foucault, ByungChul Han e Erving Goffman –, investiga-se a tensão entre o desejo de visibilidade e o
desconforto provocado pelo olhar do outro, bem como os dispositivos de poder que moldam
a subjetividade na sociedade do espetáculo e das redes digitais. O estudo examina, ainda, a
resposta do ordenamento jurídico brasileiro a essas tensões, com ênfase na proteção dos
direitos da personalidade, nos debates sobre o direito ao esquecimento e no regime de
proteção de dados pessoais. Evidencia-se a ambivalência da exposição contemporânea –
simultaneamente sedutora e aprisionadora – e apontam-se possibilidades de resistência à
captura da identidade pela lógica normativa da visibilidade. O texto é elaborado em
homenagem a Nelson Cerqueira, cuja trajetória intelectual demonstra a fecundidade do
diálogo entre Direito, Literatura e Filosofia.
A Revista Direito UNIFACS – Debate Virtual, QUALIS A2 pela CAPES em Direito, estará sempre aberta a oportunidade para que todos, ainda que não sejam membros do Corpo Docente e Discente do Curso de Direito da UNIFACS, possam divulgar textos jurídicos de relevância dogmática, devendo enviar seus textos para o endereço eletrônico [email protected]
ISSN 1808-4435