ECOLOGIA POLÍTICA URBANA NO ESTUDO DA CIDADE SEGREGADA LATINO-AMERICANA

Aura Luz Fernandez Abarca, Lucia Maria Moraes

Resumo


Por meio do seguinte trabalho se apresentam as bases conceituais da Ecologia Política e como a sua transdisciplinaridade estabelece a perspectiva eco-política como uma ferramenta de análise holística para problemas socioambientais. Faz-se uma ênfase na conjuntura socioambiental da urbanização da América Latina, a qual retrata fenômenos como a megalopolização, desigualdade e a segregação; os quais se apresentam como produtos da interação de elementos políticos, sociais, econômicos e ambientais. Expõe-se também sobre como a segregação pode ser instrumentalizada, por um setor da população, para estruturar e expandir a cidade de maneira irregular. Observa-se ainda que, com o processo segregativo se criam dois tipos de cidades; uma com todos os benefícios urbanos e outra ignorada pelo Estado, mas ambas interagindo na mesma urbe. Finalmente, considerando a retórica da Ecologia Política, pretende-se caracterizar de forma breve a cidade invisibilizada, aquela que foi estruturada afastada do centro urbano e que resiste a precariedade por meio de métodos adaptativos não sempre regulares. Essa caracterização multitemática da cidade, fornecida pela Ecologia Política, reforça e diversifica o debate da produção da cidade periférica.


Palavras-chave


Ecologia Política; América Latina; Segregação

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RDE – Revista de Desenvolvimento Econômico. ISSN eletrônico 2178-8022 (números publicados a partir de 2010)
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