ATÉ QUANDO?! A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E O APAGAMENTO DAS MÚLTIPLAS REALIDADES NO BRASIL

Marli Marlene Moraes da Costa, Stéffani das Chagas Quintana

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar a continuidade e o agravamento da violência praticada contra mulheres no país, mesmo diante da existência de políticas públicas e campanhas de enfrentamento. O problema central da pesquisa questiona por que, apesar de tais instrumentos legais e institucionais, os índices de violência seguem elevados. Partese da hipótese de que a permanência desse fenômeno está relacionada a fatores
estruturais, institucionais e culturais que sustentam desigualdades históricas. Especial
atenção é dada ao apagamento de realidades específicas, como aquelas vivenciadas por
mulheres negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+, periféricas e do campo, nas
estatísticas e na formulação de políticas públicas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de
abordagem dedutiva, baseada em uma pesquisa bibliográfica e documental, com análise de
artigos acadêmicos, livros e relatórios oficiais. O estudo divide-se em dois objetivos: a
análise dos dados mais recentes sobre a violência contra as mulheres no Brasil e a
discussão sobre a invisibilidade de grupos historicamente marginalizados no enfrentamento
institucional. Conclui-se que, sem considerar os marcadores sociais das diferenças, as
políticas públicas tendem a fracassar em sua proposta de proteção integral às mulheres.
Palavras-chave: Direitos Humanos. Políticas Públicas. Violência contra as mulheres.

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ISSN 1808-4435