DIREITO E CINEMA, A PARTIR DO FILME AMOR.COM: TECNOLOGIA, METAVERSO, FUGAS DA REALIDADE E PSICOSE
Resumo
O presente artigo visa investigar os pontos de interseção entre o Direito e o Cinema, a partir da análise crítica do filme Amor.com (2017), relacionando suas representações sociais com institutos jurídicos contemporâneos. Aborda-se o impacto da tecnologia digital nas relações humanas, o uso das redes sociais como espaço de construção de identidades fictícias, a hipervalorização da imagem e as consequências psíquicas das fugas da realidade. O trabalho discute princípios jurídicos fundamentais como a dignidade da pessoa humana, a autonomia privada e a solidariedade, inseridos no contexto dos direitos da personalidade e do Direito Digital. Também analisa os desafios jurídicos emergentes no metaverso e suas implicações para o reconhecimento da realidade, inclusive sob a ótica da psicopatologia. Por fim, através da metodologia analítica, pautada em confrontos entre obras multidisciplinares, inquietamo-nos, a título de problematização, por analisar as contribuições do filme, para pensar em saúde mental e colapsos morais, causados pelas redes sociais. Nesse ponto, acredita-se, em notas conclusivas, que a decisão da protagonista, no sentido de primar pela autenticidade e negar as falsidades das redes sociais, ao ponto de negociar a sua própria subjetividade, foi assertiva, em termos de personalidade e saúde mental, além de, em nome do discurso da felicidade, poder alimentar o amor, de modo mais genuíno.
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ISSN 1808-4435